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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Teste da orelhinha é lei

"Teste da Orelhinha: rápido, não dói e gratuito" é o mote da campanha institucional que foi lançada, nacionalmente, pelo Senado Federal, durante coletiva de imprensa hoje.

A lei 12.303/2010 obriga hospitais e maternidades a realizarem, gratuitamente, o exame denominado "Emissões Otoacústicas Evocadas", conhecido popularmente como o "Teste da Orelhinha". O objetivo da campanha é divulgar junto à população os benefícios sociais e de saúde em torno da realização do exame.


OUVIRAM mamães???!!!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

as artes plásticas na vida dos nossos filhos

Mamães e papais, leiam essa matéria que saiu no jornal O Povo de hoje sobre a importância das artes plásticas na vida das nossas crianças.

Para entender melhor:
No último mês o Vida & Arte publicou uma série de matérias sobre a iniciação artística infantil às segunda-feiras. Que benefícios elas trazem ao desenvolvimento da criança, que especificidades existem em cada linguagem e qual a melhor hora de começar. A série falou sobre música, dança e teatro, e terminou hoje falando de artes plásticas. Matéria escrita pela minha amiga, jornalista Mariana Toniatti.

na íntegra:

Tem que pintar, desenhar e modelar o futuro


(foto: Sara Maia)

Toda criança gosta de desenhar, rabiscar, brincar de massinha, misturar tintas e fazer boneco de argila. Na chamada primeira infância, até ali pelos sete anos, somos todos meio artistas, exercitamos a criatividade com mais liberdade e naturalidade. Mas isso tem ficado pra trás cada vez mais cedo. Paramos na casinha com a árvore e viramos analfabetos nas habilidades artísticas. “Um dos grandes processos inibidores do desenho é a alfabetização precoce. Ela poda a liberdade de expressão da criança, emoldura o nosso traçado, engessa mesmo as nossas mãos”, diz Munir Dertkigil, professor de Ensino Fundamental na Escola Waldorf e formado em Artes pela Emerson College (Inglaterra).

Enquanto não conquistamos as letras, as atividades do colégio priorizam a educação artística, as habilidades manuais e lúdicas. Quando dominamos o mundo das letras, as mãos param de desenhar para escrever e a escola prioriza o conhecimento cognitivo. Para Munir, o prejuízo é grande. “A arte é um veículo de intermediação entre pensar e fazer. Se queremos futuros adultos mais equilibrados, deveríamos ajudá-los a desenvolver a capacidade de vincular sentimento com pensar e fazer. A arte é esse grande veículo do meio, do coração”.

O rompimento com o desenho também é parte do processo natural de desenvolvimento da criança. “Ela fica mais exigente com a própria produção. Sabe se o desenho parece um carrinho ou não”, explica Munir. Nasce a auto-crítica e morre o artista. Quando chega essa fase, é importante que os pais continuem incentivando o filho a brincar com linguagens das artes plásticas.

Alternativas
Para compensar a ruptura que pode haver no colégio, em casa, as oportunidades devem continuar, mas, como lembra o professor Munir, funciona um pouco como o hábito da leitura. Se os pais leem com frequência, as chances de terem filhos leitores aumenta. Se a dinâmica da família não inclui um momento de desenhar, inventar um quadro com recortes, glitter e canetinha, é muito válido procurar uma escolinha de educação artística. “Não é para torná-la artista, assim como por em uma atividade esportiva não é para que a criança seja atleta. É para desenvolver a criatividade que vai ajudar na saúde educativa dela”, diz Munir. Tanto assim que as crianças com menos aptidão são as que mais deve incentivar.

Na Escola Viva Música Viva, as crianças do Curso de Artes Plásticas geralmente já têm gosto e jeito para o desenho. “Elas vêm com um desejo muito grande de conhecer técnicas, pintar. Trabalhamos também com a parte de apreciação, observação das obras”, conta a diretora da escola, Lilian Rios. Separados por faixa etária, as crianças conhecem artistas famosos, interpretam obras e experimentam técnicas - da pintura, ao recorte, gesso e modelagem. Tem até espaço para a exposição dos trabalhos na escola. Uma outra turma reúne crianças menores. Na Oficina das Artes, Raissa Soares, nove anos, está entre as mais velhas.

Elas têm uma tarde inteira de educação artística, com teatro, artes plásticas, musicalização e psicomotricidade (uma brincadeira mais direcionada para a consciência corporal e coordenação motora). “É interessante como elas vão desenvolvendo habilidades artísticas, reconhecem a linha do horizonte, misturam as cores da aquarela e veem formar outras, experimentam texturas”, diz Lilian. Gabriela Correia, seis anos, termina o seu desenho do pôr-do-sol, todo em tons de laranja, um coqueiro verde no meio, usando um chumaço de algodão embebido em tinta azul para fazer as nuvens. “Elas ficam aqui, que é o céu”, aponta. Depois, pega o pincel para “melhorar a chuva” que já tinha esboçado. No pôr-do-sol dela tem sol e chuva, “casamento de viúva”. Por que não!?

SERVIÇO (Fortaleza)

VIVA MÚSICA VIVA
Onde: Avenida Desembargador Moreira, 629, Meireles.
Quando: Oficina das Artes, toda sexta-feira, de 14 às 18 horas. Aula de artes plásticas, teatro, musicalização e psicomotricidade.
Quanto: R$ 160 (+ matrícula anual no mesmo valor)
Informações: 3131.6560

ATELIÊ ROBSON ALBANO
Onde: Travessa Santana do Cariri, 10B, Montese.
Quando: Todo sábado, de 9h às 11h e de 15h às 17h.
Quanto: R$ 60 por mês
Informações: 3055.8183

ATELIÊ J. SILVA
Onde: Rua Coronel Ferraz, 174, Centro.
Quando: Uma vez por semana, três horas, a combinar.
Quanto: R$ 120
Informações: 3221.2176

Dicas
Atenção nas dicas para detectar habilidade da criança para as artes 

1 Proporcione oportunidades e materiais para brincadeiras de desenhar, pintar, recortar, colar e inventar. Giz de cera, tinta, aquarela, canetinha, glitter, papel crepom, pedaços de tecido, tudo isso é brinquedo na mão de criança.

2 Atividades e situações do cotidiano podem ser a deixa para brincar de “artista”. A hora de embrulhar um presente, de enfeitar a casa pro Natal, de dar um cartão de aniversário, uma viagem de avião, um almoço no restaurante.

3 Não é tão fácil encontrar escolinhas de arte que complementam as atividades do colégio. Quando encontrar uma, converse com a dirMuitos pintores dão aulas em seu ateliê. É uma alternativa para quem quer brincar mesmo de ser pintor.eção e procure conhecer a pedagogia adotada nas aulas.

4 Muitos pintores dão aulas em seu ateliê. É uma alternativa para quem quer brincar mesmo de ser pintor. Mas é preciso estar atento para saber se o artista tem pedagogia para o trato com crianças.

Por Mariana Toniatti
Jornal O Povo

sábado, 24 de setembro de 2011

Farra na praia

Sábado e domingo, dias de curtir uma praia.

Uma coisa legal que já tem algum tempo que eu acompanhei na imprensa e há pouco vi ao vivo na Praia do Futuro foi a campanha do Corpo de Bombeiros de distribuição de pulseirinhas de identificação para as crianças. Uma iniciativa legal, que tranquiliza os pais e responsáveis. Já conhecem?



Salva-vidas colocando a pulseira em uma menininha

As pulseiras evitam que as crianças se percam ou demorem a ser encontradas depois do ocorrido. E não se trata só de uma ‘operação férias’ não, um dia desses eu vi um salva-vidas colocando uma pulseira num meninozinho bem ‘quietinho’ da barraca ao lado da minha. Mas ali, não sei não, só se a pulseirinha desse choque pra ele ficar quieto. (brincadeeeeeeira).

Uma atitude muito legal dos bombeiros. Não esqueçam mamães, quando forem à praia com as crianças, pelo menos aqui em Fortaleza, podem solicitar as pulseirinhas dos pimpolhos junto às equipes de salvamento, nos 14 postos espalhados pelos oito quilômetros da Praia do Futuro.

Nas pulseiras você escreve informações importantes, como o nome da criança, endereço e telefone para contato dos pais ou responsáveis que estiverem na praia. Segundo os bombeiros, em dias de domingo, que a praia tá lotada, em média cinco a dez ocorrências de crianças perdidas são registradas.
Bate na madeira! Vão em busca das pulseirinhas...

Laís na PF com o Papai dela. (primeira vez)

Depois dessa foto veio uma onda em cima dela e até hoje ela chora muito quando vê o mar, mas ela vai se acostumar. Aos poucos estamos tentando.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

o cabelo tá caindo?

O meu parou de cair (muito) quando a Laís fez 7 meses.

Esse post é pra tranquilizar as mamães que estão segurando as pontas das madeixas com medo de ficarem carecas.



Olha, durante a gravidez a queda de cabelo, que todo mundo tem, diminui. O nosso cabelo fica uma seda e muito forte, assim como as unhas. Segundo o site  Baby Center Brasil, os folículos capilares entram na chamada "fase de repouso".  Que bom, né? Um descanso para o ralo do banheiro.

Maaaaaaas depooooois, no pós-parto, mais ou menos depois dos três primeiros meses, os hormônios começam a voltar ao normal e o cabelo começa a cair de modo Anormal. É desesperador.  O engraçado é que o cabelinho do bebê também começa a cair junto.

O que conforta é saber que é realmente uma fase, a minha passou. O chão da casa já está menos cabeludo. Em muitos casos também, o cabelo da mulher muda. Um cabelo que era liso fica ondulado, o ondulado pode ficar mais liso, o seco pode ficar oleoso e vice-versa.

Bom saber, né?

Agora mamães, se a queda de cabelo continuar por muito tempo depois dos 6, 7 meses após o parto, pode ser sinal de anemia ou de problemas na tireóide, procurem o ginecologista, viu?

***
Meninas, continuem acompanhando o blog, que em breve sai a entrevista com a fisioterapeuta Lara Limaverde, especialista em drenagem linfática na gravidez.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bebês e TVs

Será que prejudica o bebê ficar assistindo TV? 


Eu tinha essa dúvida e talvez se tivesse lido esse textinho antes não tivesse errado tanto. Como o meu objetivo aqui não é ser 'modelo de perfeição de mãe' para ninguém e sim informar, eu confesso. A Laís assiste televisão, sem querer me culpar, já me culpando. Agora estou diminuindo e tentando correr atrás do prejuízo. Outras mães vão se identificar com minha confissão, eu ficava só com ela e em muitos momentos era a saída para fazer um sanduíche, sabe? E agora, ela sozinha com babá, enquanto mamãe trabalha, podemos imaginar que isso deeeeve acontecer, mesmo que eu tenha dado ordem de nada de TV.

Fiquem atentas mamães!


Agora, a equipe do site BabyCenter responde:

Tudo depende do tempo, da frequência e do contexto em que você deixa sua filha diante da televisão.

"Se for junto da rotina da família, naquela hora que o pai chegou do trabalho e está vendo o jornal ou a mãe resolveu dar de mamar vendo a novela, não faz mal, desde que o som não seja alto demais", afirma o pediatra Durval Anibal Daniel Filho, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Segundo ele, "ninguém deve usar a TV como babá eletrônica, porque o bebê precisa de muitos outros estímulos de luz, cor e movimento" para desenvolver plenamente sua visão e audição, além dos da TV.

Aos 2 meses, a criança está começando a fixar o olhar, então vai encarar tudo o que puder para exercitar os olhos. No caso da televisão, a atração acaba sendo imensa devido ao brilho que o aparelho emite e aos sons que faz.

E não adianta justificar horas e mais horas de TV com aqueles vídeos especiais para bebês, porque já foi comprovado que eles não fazem ninguém ficar mais inteligente. De vez em quando, por exemplo quando você quiser tomar um banho e não houver mais ninguém em casa, não tem problema.

Mas o bom mesmo é esquecer a televisão sempre que possível e deixar seu bebê "brincando" à vontade ou simplesmente observando o mundo enquanto não consegue andar solta por aí.

"Não deixe o bebê mais que 30 minutos ao dia vendo televisão, porque ele precisa de outros estímulos para crescer, não só os visuais", aconselha o pediatra Carlos José Silvestre, do Hospital e Maternidade São Luiz.

Fonte: Site BabyCenter Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

'Bebê a Bordo' um livro para grávidas

Hoje uma amiga minha pediu uma sugestão de um livro para presentear uma outra amiga grávida. Eu até citei alguns que uso hoje em dia, mas como é comecinho de gestação, achei melhor indicar um que ela vai ler durante a gravidez. Até porque é muita informação, uma coisa de cada vez, né?. Esse livro me acompanhou em todas as semanas da minha buchudez.

O nome dele é "Bebê a Bordo", escrito pelo médico obstetra, Flávio Garcia de Oliveira. Quer uma informação bem irrelevante? Ele foi obstetra da esposa do Gugu, o Gugu mesmo ex-SBT, hehehe. Eu até tive um pouco de receio de ler e taxei o livro de besta, pois ele dá essa informação na apresentação do livro. E o que eu tenho a ver com isso??? (Chatice minha mesmo...)


Mas li, gostei e usei até a última semana. Sabe porque que ele é legal para as grávidas? Porque fala da gravidez passo a passo, semana por semana. Diz o que normalmente você deve estar sentindo, como está o desenvolvimento do  bebê, cada exame que deve ser feito, nos meses certos, diz  até quando você deve arrumar suas malas e lavar as roupinhas. Enfim, tem uma linguagem super acessível, se comunica com a mulher grávida e manda até recadinhos para os papais. (Eu sempre obrigava 'o marido' a ler).

É uma dica boa. É baratinho, custa uns R$ 25,00. Valeu a pena! Apesar da informação do Gugu...rsrs

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

fotografando bebês e mamães

Toda mãe quer guardar lembranças de quando seu bebê estava na barriga e, logo depois, dos pequenos em todas as suas lindas fases de crescimento. Pra isso nada melhor do que fotos, fotos e muitas fotos. E se você quiser alguém para fazer esse trabalho por você, deixo aqui a dica para as leitoras de Fortaleza:

o M2A PhotoStúdio, que cada dia surpreende com suas fotos lindas de todos os tipos de eventos e vem se especializando também em fotos infantis, books de grávidas, aniversários e batizados.

À frente do estúdio está o casal de jornalistas Marcos e Mariana Adegas, que, diga-se de passagem, a ca ba ram de conhecer sua filhinha, que nasceu um dia desses. E agora estão labendo a cria, a linda Iasmim deixa a gente boba de tanta lindeza!

Com a palavra M2A:

M2A PhotoStúdio é uma empresa jovem e inovadora, feita com amor, dedicação e competência. Formada pelo casal Marcos e Mariana Adegas, a M2A vira realidade depois de muito estudo e especializações... cursos, palestras, congressos, workshop... Tudo pra fazer bem o que ama. Trazer uma linguagem fotojarnalista e publicitária para os eventos, essa é nossa proposta e linguagem.

Para conhecer o trabalho do casal talentoso acesse o BLOG da M2A e tire a prova.

Confira umas fotinhas deles aqui também:


na foto, a mamãe Mariana Adegas

Fotos: M2A PhotoStúdio


Contatos:
(85) 8847.3313 / 9642.6979 (Marcos Adegas)
(85) 8721.8154 (Mariana Adegas)
www.m2aphotostudio.com
m2aphotostudio.blogspot.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Grupo de Biodança para Mães e Bebês

Em Fortaleza acontece...

Grupo de Biodança para Mães e Bebês

Com suas vagas limitadas, o primeiro encontro do grupo será nesta sexta-feira (9 de setembro). Um espaço de integração entre as mães para compartilhar experiências sobre maternidade, vivências de harmonização, aprofundamento do vínculo entre mães e bebês, ampliar a percepção para as expressões do seu bebê e contribuir para regulação de seus ritmos vitais.

Para mamães de todas as idades e bebês de 3 meses a 1 ano. "Será um trabalho muito cuidadoso, por isso temos um número limitado de vagas", pontua a facilitadora Carla Weyne.

Os encontros serão semanais, todas as sextas-feiras, de 8h às 9h30min
Local: Centro de Desenvolvimento Humano - CDH. (Rua Marcondes Pereira, 1266. Telefone: (85) 3257 13 57)

Quer mais informações? Falar com Carla: (85) 8674 6557

Facilitadoras: Carla Weyne, Cândida Câmara e Zeza Weyne.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

feira de brinquedos na Itália

Ainda vou promover um evento desses aqui em Fortaleza. Alguém anota isso que tô dizendo! rsrs
Essa feira proporciona às crianças aprendendizado financeiro, responsabilidade, desapego e noções de reaproveitamento. Vale a pena ler todinha!!!



Feira de brinquedos usados atrai crianças na Itália

O Mercattino dei Bambini, que acontece de junho a setembro, existe há quatro anos. Mercados que estimulam a reutilização de objetos são comuns na região

Itália, três horas e meia de Roma, praia de Cattolica, férias de verão no Adriático. Todas as terças, finais de tarde, a Praça do Mercado fica repleta de crianças. Elas não estão ali somente para se divertir: a ideia é também fazer um bom negócio. Acompanhadas pelos pais, elas se reúnem e montam uma feirinha, com pequenas bancas, onde vendem brinquedos, roupas e artigos que não mais. É o Mercattino dei Bambini, realizado há quatro verões, sempre de junho a setembro. Acontece há vinte anos na região e ocorre simultaneamente em várias pequenas cidades vizinhas.

Giuseppe Lorenzo, 51, pai de três meninos e organizador da feira, a cada inicio de ano faz o pedido do espaço para a prefeitura, que também ajuda na divulgação. Ele conta que o mercadinho acontece de maneira muito livre, sem ficha de inscrição, nem reservas. Acompanhadas do pai ou da mãe, as crianças chegam a partir do final da tarde e montam seus negócios, até a hora que bem entenderem. O objetivo é fazer com que elas, além de aprender a negociar e a reutilizar os objetos, colaborando assim para um futuro melhor para o planeta.

A cada ano o número de banquinhas aumenta. Hoje são mais de 70. "A ideia veio de outra feira de artesanato, de adultos, onde alguns pais levavam os filhos. Eles também queriam participar, montavam por sua conta pequenos espaços nos muros e negociavam entre si, a exemplo dos pais", conta Lorenzo.

As crianças chegam com o "fresco" como dizem ali, quando o sol se põe e o tempo refresca, e vão organizando tudo brincando. Barbies loiras, ruivas e morenas, sentadas lado a lado na escadinha que serve de estande, observam o movimento com seus olhares vidrados enquanto esperam pacientemente que alguma criança menos crescida se deixe seduzir por seus sorrisos de plástico. As donas atuais, Giovanni, 11 anos, e sua prima Maria, 10, aguardam ao lado das bonecas depois de organizarem detalhadamente a disposição e os preços dos produtos.
Consiglia Esposito, mãe de Giovanni, diz que dá trabalho, mas é bom trazer as meninas. Já participaram da feira em outros anos, várias vezes. Têm muita coisa em casa que ganham de presente e já não brincam mais, segundo a mãe.

O mercado é uma oportunidade, entre outras coisas, para as meninas trocarem experiências e entenderem a relação de comércio. As Barbies, paralisadas, não podem reclamar de sua desvalorização. Quando foram para casa delas, valiam de 15 a 20 euros. Agora seriam entregues a preço de pedaço de pizza: dois euros, apenas. Por mais alguns centavos, as clientes ainda podem levar acessórios para a boneca. Mas depois de uma venda meio conturbada, Consiglia chama Maria e lhe diz para prestar mais atenção ao falar com a cliente, pois quase havia entregue toda uma bolsa com pequenas pecinhas por 50 centavos. As duas garotas ficam em silêncio por minutos, sentadas na escada, refletindo. Até que Maria resolve voltar ao posto para a próxima venda, um pouco mais alerta.

Antonio Clovis Gartner, terapeuta familiar e mestre em educação, de Santa Catarina, diz que "o mundo comercial geralmente incentiva o lucro exagerado, portanto, temos que atentar ao bom senso e justiça no valor financeiro." Para o especialista, é importante ressaltar que a criança deve entender que quem vende deve receber o valor justo e quem compra deve ter algumas garantias. Nesse caso, uma feira como a Mercattino dei Bambini ajuda a criança a desenvolver a responsabilidade. O especialista lembra, ainda, outra vantagem de mercados desse estilo. "A venda ou troca de brinquedos traz a possibilidade de mostrar à criança o benefício de se desfazer do que não lhe serve mais", afirma.

Monica, de 11 anos, de fato, trabalhou o desapego no Mercattino. Pela primeira vez na feira, armou sua banca com ajuda da mãe, Arianna Battistini. Logo fez questão de deixar claro: "no seu trabalho você decide. Aqui, sou eu". E ainda completou: "Você só me ajuda a montar, eu faço os preços e vendo”. Ela não foi tão barateira como Giovanni e Maria. Mãe e filha colocaram várias peças de roupas na bancada, conjuntinhos rosa, casaquinhos, coletes, calças jeans. Entre todos, um belo biquíni de bolinha vermelho e branco, de quando ainda tinha uns 6 anos. Em um canto menor, alguns brinquedos e jogos.

Depois de mais de uma hora com o coração apertado a cada criança que mexia nos seus brinquedos, Monica foi chorando até a mãe. Disse que queria ir embora e não venderia mais vender seu mini computador da Hello Kitty. E foi assim que retirou todos os brinquedos da bancada, deixando apenas as roupas. Mais tarde ao perguntar sobre as vendas, ela me disse que tinha vendido o biquíni de bolinhas. "Aquele, tão belo?”, respondi, em provocação. Ela, visivelmente afetada, confirmou. "Não me servia mais..."

Aprenda com eles
Ao redor do mundo, especialmente na Europa, feirinhas como a de Cattolica são bastante comuns. No Brasil, embora sejam raras, há uma que chama a atenção. Acontece uma vez por ano, em Holambra, interior de São Paulo. É o Mercado de Brinquedos Usados, onde crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos têm um espaço organizado para negociar carrinhos, bonecas, roupas e até animais de estimação. Há algumas regras - e a principal delas é a de que os pais podem ajudar, mas a responsabilidade pela inscrição e pelas negociações durante a feira é por conta das crianças.

A quarta edição do evento aconteceu no último dia 30 de abril e teve um crescimento considerável em relação ao primeiro ano. Quando começou, há quatro anos, contava com apenas sete estandes. Em 2011 foram cerca de 40! Gostou da ideia? Então, que tal promover uma feira assim, na escola, no condomínio ou na praça perto da sua casa?

Fonte: Site da revista Crescer

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

a superação de Kaio

Kaio vence mais uma etapa

Para quem acompanhou a emocionante história dessa família cearense, que fez muita campanha para arranjar um doador de medula óssea para o Kaio, pode dar um sorriso bem grande. Eu tava na torcida e queria aqui republicar a matéria da boa notícia que li hoje no jornal. Vale a pena ler também o Ponto de Vista do repórter lá no final da matéria. Aí vai...


Exames indicam 100% de produção de células a partir da medula recebida pelo garoto em 23 de julho. Kaio está livre da anemia aplástica, mas precisará de cuidados por, pelo menos, um ano.

 Foto: Arquivo da família



Assim que soube do diagnóstico, a mulher correu para abraçar o filho e dizer algo engasgado há um ano e oito meses. “Você está curado, graças a Deus”, bradou. O rosto de Kamila Cardoso, 33, era só lágrimas de alegria.

Em seguida, abriu um sorriso ao ouvir a resposta de Kaio, 4: “Posso ir pro show do Xand?”. O garoto é fã da banda Aviões do Forró. E, por enquanto, terá de se preocupar apenas em decorar as letras do ídolo. Venceu mais uma etapa do tratamento contra a anemia aplástica.

Na última quarta-feira, 31, exames indicaram 100% das células produzidas pela nova medula óssea do pequeno. Ele foi submetido a um transplante em 23 de julho. O material foi colhido de um alemão. “Tínhamos medo de não dar 100% e a doença voltar. Eu estava no meu limite; cansada de tudo. Agora, o Klecius (marido) diz que fico só sorrindo e chorando; que estou doida (risos). Mas não é isso. É que, com a certeza do meu filho bem, vou em frente”, comenta Kamila.

Na cabeça dos pais, filmes vêm e vão. Os pensamentos remontam o dia da descoberta da doença, o tempo que ficaram enclausurados no hospital até o transplante acontecer, o medo da ronda da morte, o perigo das transfusões...Há também o ressentimento por vetos ao filho. Há um ano, Kaio não vai a festas ou ao colégio.

A vulnerabilidade decorrente da doença obrigava renúncias. E forçará algumas outras até ele ficar totalmente fora de perigo. Rejeições crônicas ou agudas podem surgir até um ano depois do procedimento.

A anemia em si, entretanto, foi vencida. “Precisamos de cuidados com alimentação, sol, higiene, contato com estranhos. O Kaio será tratado como um recém-nascido. Mas isso vamos levar com toda garra”, diz a mãe.
Para Fortaleza, Kamila, Klecius e Kaio só devem voltar em outubro ou novembro. Os 100 dias após a inserção da nova medula são fundamentais para os médicos avaliarem a evolução do garoto e as chances de alguma rejeição ocorrer.

Quando estiverem aqui, colocarão planos em prática. A começar pelas sessões de fisioterapia de Kaio, que não tem o movimento dos membros inferiores depois de sofrer uma paralisia cerebral no parto. Depois, virá a festinha de aniversário. Por fim, o começo de uma nova luta.

Kamila entra de cabeça em campanhas de captação de doadores de medula óssea. Quer reduzir dores como a da família Almeida, que perdeu Abner, 5, mês passado. Ele sofria de leucemia e era amigo de Kaio. O desenhista de baleias ainda não sabe da morte do colega.

Por ora, tenta superar outro trauma. “Ele está indignado porque a Beyoncé (cantora norte-americana) engravidou e não ligou pra ele avisando. A gente brinca, mas, depois de tanto sofrimento, quero é meu filho feliz. E ninguém segura ele”.

 ENTENDA A NOTÍCIA

As células de Kaio são 100% produzidas pela nova medula. Isso significa cura da anemia aplástica, doença que derruba as defesas do organismo a quase zero. Tecnicamente, esse trabalho da nova medula é chamado de “pega”.

PONTO DE VISTA

Certa vez, ouvi de uma jornalista que, enquanto repórter, ela evitava contatos com os personagens de suas matérias para não alterar o curso “normal” da vida. Respeito a colega. Mas discordo. Se é para não modificar, que nem haja o primeiro contato. Se não defendemos dias melhores, que não sejamos repórteres! Nem sempre se consegue fazer algo, claro. Mas daí a abrir mão dessa prerrogativa...Meu respeito também à sabedoria popular. Valiosa, mas outra vítima da regra da exceção. Erra ao disseminar que a única certeza da vida é a morte. E quanto ao estar ao lado de quem a gente gosta sem fazer nada...pelo simples desejo de estar? E os carinhos de pai e mãe? E os assaltos à geladeira em busca de brigadeiro? E as sessões pipoca com os amigos? E as paixões avassaladoras? E os sussurros ao pé do ouvido? E os sorrisos dados logo após se conseguir algo? E a ansiedade pelo resultado da prova? E a vida em si? Tudo isso não é certeza? É. E Kaio tem tudo adiante. E eu, enquanto repórter, fico feliz de ter participado, mesmo que minimamente, do novo capítulo que ele começa a escrever. Contudo, no fim das contas, foi ele quem alterou o curso “normal” da minha vida. A vontade de viver desse garoto e a garra inabalável da mãe dele alertam que, até a tal morte chegar, existem mil horizontes a serem descortinados. Dentro e fora de cada um de nós.

Por Bruno de Castro
Fonte: Jornal O Povo

CineMaterna em Fortaleza

Para as mamães se programarem:

Sessão de cinema do CineMaterna dia 08/09, quinta-feira, 13:30. No cinema UCI Ribeiro Iguatemi

O filme escolhido foi : Amor a toda prova

Comédia‎‎ - O careta Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e uma vida perfeita um bom emprego uma casa legal filhos ideais e um casamento com sua namorada do colégio. Mas quando Cal descobre que sua esposa Emily (Julianne Moore) o está traindo e quer o divórcio sua vida perfeita desaba rapidamente. E para piorar faz décadas que Cal não tem um encontro amoroso e ele é justamente a definição de alguém sem charme.

O bate-papo após a sessão acontece no Destino Express, no 2o. andar, próximo à praça de alimentação.

Preços (meia para estudantes e pagamento com Itaucard):
Quintas: R$ 16 (inteira) e R$ 8
Sábados: R$ 16 (inteira) e R$ 8

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

palestra on line para grávidas

Vai rolar hoje uma palestra muito legal e on line. Notícia boa para as grávidas que estão na fase da preguiça total heim?

A "Palestra On line Barriga Redonda, Barriga Pontuda" acontece hoje, às 21:30 no site www.escolavirtualparapais.com.br  a inscrição é gratuita.

Os palestrantes vão falar sobre os mitos e crendices, sobre a gravidez como:
"Você tem azia? Então seu bebê é cabeludo".
Ouvi muito isso...


 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

shimbalaiê para sempre

Queria hoje escrever aqui sobre o efeito da música nos bebês, da barriga até depois de nascidos. Como eu venho de uma família suuuuper musical, a minha gravidez não poderia ter sido diferente.

A única hora que escuto música hoje em dia é no carro então logo depois que soube que estava grávida me muni de CDs com músicas de crianças. Era pra mim e era pra Laís já ir se animando para a festa que ia ser nossas vidas com a chegada dela.

No repertório muito Balão Mágico, Adriana Partipim, Arca de Noé entre outros, a maioria músicas da minha época de criança. Mas tinha uma que quando eu ligava o rádio seeeempre passava e eu não aguentava de abuso da tal música. Era a maldita Shimbalaiê, da Maria Gadu, maldita antes e bendita agora. Vou explicar o porquê.

Sabe aquelas músicas que você escuta uma frase dela e ela passa uma semana na sua cabeça sem parar? Pois é, era a Shimbalaiê comigo, na gravidez. Bastava eu ouvir um XIM, e a Shimbalaiê dominava meus pensamentos o dia todo. Ela ia começar a tocar no rádio, eu já mudava, mas já era, eu já estava shimbalaiêrmente dominada.

Aí, um belo dia, depois do nascimento da Laís, como ela era muuuito escandalosa, eu me peguei um dia, do nada, colocando minha neném pra dormir, cantando SHIMBALAIÊ. Foi um momento mágico! É sério! Ela parou de chorar e dormiu e eu, claro, fiquei o resto da noite cantarolando a maldita, que já estava se tornando bendita.

Em outros momentos a música foi usada como teste e sempre dava certo. Incrível! Era eu, a babá, o marido, as tias estávamos todos dominados e usando do artifício shimbalaiêsco para acalmar a "apurrinhadinha".

Hoje, a bendita canção, toca muitas vezes nas nossas vidas e é bem-vinda sempre. A música é linda, a melodia é linda, sou apaixonada por ela. E a Laís também. Para testar, é só falar a palavra mágica, que ela já abre um sorriso lindo.

Shimbalaiê é nossa trilha sonora, uma das! Taí a famosa.




Gravidinhas, coloquem muita música na vida dos seus bebês, desde já. Eles gostam muito e se acalmam. Eu tive a prova de que eles também reconhecem as músicas que ouviram na barriga. Parece que faz lembrar aquele quentinho lá de dentro.

Viva a Maria Gadu!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

cineminha com os bebês

Muitas mamães já conhecem esse projeto, mas muitas ainda não. Estou falando do CineMaterna. Gente, é incrível, uma sessão de cinema que você pode levar seu(s) bebê(s) que têm até 18 meses. O projeto CineMaterna nasceu em fevereiro de 2008,  hoje está em dez estados brasileiros e 14 cidades.

Foi uma solução encontrada por amigas, idelaizadoras do CineMaterna, para realizar a vontade das mães de sair de casa nos primeiros meses com o bebê. E deu super certo. Eu particularmente ainda não fui, mas as sessões já acontecem uma vez por mês aqui em Fortaleza.

A próxima será dia 11 de agosto, às 13:30, no UCI Ribeiro Iguatemi e  o filme escolhido foi Cilada.com.




Eu digo escolhido porque são as próprias mamães que votam no filme da vez através do site do projeto, é só se cadastrar para poder votar. E tem mais, as salas de cinema são equipadas para acolher os bebês, o som do filme é reduzido, trocadores e fraldas espalhados pela sala, ar condicionado mais suave, ambiente um pouquinho iluminado e no final ainda rola um bate-papo combinado previamente. .


Para saber mais detalhes conheça o site do CineMaterna 

Nesse mês de agosto ainda terá uma sessão, em Fortaleza, em comemoração ao Dia do Pais, será no dia 20. Quando souber qual será o filme, eu digo.


É isso, desliguem seus celulares, barulhos para interromper a sessão só os dos chorinhos e gemidos dos bebês.