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sábado, 1 de outubro de 2011

parceria com O Povo

Oi Mamães!
Desde a última terça-feira vocês estão vendo essa barrinha branca lá em cima, no topo do blog, não estão? Pois é, isso é um link do portal O Povo online, no qual esse bloguinho  monotemático agora é parceiro. O portal O Povo on line é o 5o mais acessado do País e pra mim é uma honra participar disso tudo.

Estamos em festa aqui pelo iMãe. Ser um dos blogs parceiros e recomendados deste grande veículo de comunicação é realmente pra comemorar. Agora as mamães leitoras podem, depois de ler as novidades do iMãe claro, clicar lá em cima e navegar pelo site de notícias e ficar por dentro do que está acontecendo no nosso Estado, no Brasil e no Mundo.

Ah! Só mais uma coisinha, ainda vem mais novidades por aí, aguardem!

beijosssss

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

as artes plásticas na vida dos nossos filhos

Mamães e papais, leiam essa matéria que saiu no jornal O Povo de hoje sobre a importância das artes plásticas na vida das nossas crianças.

Para entender melhor:
No último mês o Vida & Arte publicou uma série de matérias sobre a iniciação artística infantil às segunda-feiras. Que benefícios elas trazem ao desenvolvimento da criança, que especificidades existem em cada linguagem e qual a melhor hora de começar. A série falou sobre música, dança e teatro, e terminou hoje falando de artes plásticas. Matéria escrita pela minha amiga, jornalista Mariana Toniatti.

na íntegra:

Tem que pintar, desenhar e modelar o futuro


(foto: Sara Maia)

Toda criança gosta de desenhar, rabiscar, brincar de massinha, misturar tintas e fazer boneco de argila. Na chamada primeira infância, até ali pelos sete anos, somos todos meio artistas, exercitamos a criatividade com mais liberdade e naturalidade. Mas isso tem ficado pra trás cada vez mais cedo. Paramos na casinha com a árvore e viramos analfabetos nas habilidades artísticas. “Um dos grandes processos inibidores do desenho é a alfabetização precoce. Ela poda a liberdade de expressão da criança, emoldura o nosso traçado, engessa mesmo as nossas mãos”, diz Munir Dertkigil, professor de Ensino Fundamental na Escola Waldorf e formado em Artes pela Emerson College (Inglaterra).

Enquanto não conquistamos as letras, as atividades do colégio priorizam a educação artística, as habilidades manuais e lúdicas. Quando dominamos o mundo das letras, as mãos param de desenhar para escrever e a escola prioriza o conhecimento cognitivo. Para Munir, o prejuízo é grande. “A arte é um veículo de intermediação entre pensar e fazer. Se queremos futuros adultos mais equilibrados, deveríamos ajudá-los a desenvolver a capacidade de vincular sentimento com pensar e fazer. A arte é esse grande veículo do meio, do coração”.

O rompimento com o desenho também é parte do processo natural de desenvolvimento da criança. “Ela fica mais exigente com a própria produção. Sabe se o desenho parece um carrinho ou não”, explica Munir. Nasce a auto-crítica e morre o artista. Quando chega essa fase, é importante que os pais continuem incentivando o filho a brincar com linguagens das artes plásticas.

Alternativas
Para compensar a ruptura que pode haver no colégio, em casa, as oportunidades devem continuar, mas, como lembra o professor Munir, funciona um pouco como o hábito da leitura. Se os pais leem com frequência, as chances de terem filhos leitores aumenta. Se a dinâmica da família não inclui um momento de desenhar, inventar um quadro com recortes, glitter e canetinha, é muito válido procurar uma escolinha de educação artística. “Não é para torná-la artista, assim como por em uma atividade esportiva não é para que a criança seja atleta. É para desenvolver a criatividade que vai ajudar na saúde educativa dela”, diz Munir. Tanto assim que as crianças com menos aptidão são as que mais deve incentivar.

Na Escola Viva Música Viva, as crianças do Curso de Artes Plásticas geralmente já têm gosto e jeito para o desenho. “Elas vêm com um desejo muito grande de conhecer técnicas, pintar. Trabalhamos também com a parte de apreciação, observação das obras”, conta a diretora da escola, Lilian Rios. Separados por faixa etária, as crianças conhecem artistas famosos, interpretam obras e experimentam técnicas - da pintura, ao recorte, gesso e modelagem. Tem até espaço para a exposição dos trabalhos na escola. Uma outra turma reúne crianças menores. Na Oficina das Artes, Raissa Soares, nove anos, está entre as mais velhas.

Elas têm uma tarde inteira de educação artística, com teatro, artes plásticas, musicalização e psicomotricidade (uma brincadeira mais direcionada para a consciência corporal e coordenação motora). “É interessante como elas vão desenvolvendo habilidades artísticas, reconhecem a linha do horizonte, misturam as cores da aquarela e veem formar outras, experimentam texturas”, diz Lilian. Gabriela Correia, seis anos, termina o seu desenho do pôr-do-sol, todo em tons de laranja, um coqueiro verde no meio, usando um chumaço de algodão embebido em tinta azul para fazer as nuvens. “Elas ficam aqui, que é o céu”, aponta. Depois, pega o pincel para “melhorar a chuva” que já tinha esboçado. No pôr-do-sol dela tem sol e chuva, “casamento de viúva”. Por que não!?

SERVIÇO (Fortaleza)

VIVA MÚSICA VIVA
Onde: Avenida Desembargador Moreira, 629, Meireles.
Quando: Oficina das Artes, toda sexta-feira, de 14 às 18 horas. Aula de artes plásticas, teatro, musicalização e psicomotricidade.
Quanto: R$ 160 (+ matrícula anual no mesmo valor)
Informações: 3131.6560

ATELIÊ ROBSON ALBANO
Onde: Travessa Santana do Cariri, 10B, Montese.
Quando: Todo sábado, de 9h às 11h e de 15h às 17h.
Quanto: R$ 60 por mês
Informações: 3055.8183

ATELIÊ J. SILVA
Onde: Rua Coronel Ferraz, 174, Centro.
Quando: Uma vez por semana, três horas, a combinar.
Quanto: R$ 120
Informações: 3221.2176

Dicas
Atenção nas dicas para detectar habilidade da criança para as artes 

1 Proporcione oportunidades e materiais para brincadeiras de desenhar, pintar, recortar, colar e inventar. Giz de cera, tinta, aquarela, canetinha, glitter, papel crepom, pedaços de tecido, tudo isso é brinquedo na mão de criança.

2 Atividades e situações do cotidiano podem ser a deixa para brincar de “artista”. A hora de embrulhar um presente, de enfeitar a casa pro Natal, de dar um cartão de aniversário, uma viagem de avião, um almoço no restaurante.

3 Não é tão fácil encontrar escolinhas de arte que complementam as atividades do colégio. Quando encontrar uma, converse com a dirMuitos pintores dão aulas em seu ateliê. É uma alternativa para quem quer brincar mesmo de ser pintor.eção e procure conhecer a pedagogia adotada nas aulas.

4 Muitos pintores dão aulas em seu ateliê. É uma alternativa para quem quer brincar mesmo de ser pintor. Mas é preciso estar atento para saber se o artista tem pedagogia para o trato com crianças.

Por Mariana Toniatti
Jornal O Povo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

feira de brinquedos na Itália

Ainda vou promover um evento desses aqui em Fortaleza. Alguém anota isso que tô dizendo! rsrs
Essa feira proporciona às crianças aprendendizado financeiro, responsabilidade, desapego e noções de reaproveitamento. Vale a pena ler todinha!!!



Feira de brinquedos usados atrai crianças na Itália

O Mercattino dei Bambini, que acontece de junho a setembro, existe há quatro anos. Mercados que estimulam a reutilização de objetos são comuns na região

Itália, três horas e meia de Roma, praia de Cattolica, férias de verão no Adriático. Todas as terças, finais de tarde, a Praça do Mercado fica repleta de crianças. Elas não estão ali somente para se divertir: a ideia é também fazer um bom negócio. Acompanhadas pelos pais, elas se reúnem e montam uma feirinha, com pequenas bancas, onde vendem brinquedos, roupas e artigos que não mais. É o Mercattino dei Bambini, realizado há quatro verões, sempre de junho a setembro. Acontece há vinte anos na região e ocorre simultaneamente em várias pequenas cidades vizinhas.

Giuseppe Lorenzo, 51, pai de três meninos e organizador da feira, a cada inicio de ano faz o pedido do espaço para a prefeitura, que também ajuda na divulgação. Ele conta que o mercadinho acontece de maneira muito livre, sem ficha de inscrição, nem reservas. Acompanhadas do pai ou da mãe, as crianças chegam a partir do final da tarde e montam seus negócios, até a hora que bem entenderem. O objetivo é fazer com que elas, além de aprender a negociar e a reutilizar os objetos, colaborando assim para um futuro melhor para o planeta.

A cada ano o número de banquinhas aumenta. Hoje são mais de 70. "A ideia veio de outra feira de artesanato, de adultos, onde alguns pais levavam os filhos. Eles também queriam participar, montavam por sua conta pequenos espaços nos muros e negociavam entre si, a exemplo dos pais", conta Lorenzo.

As crianças chegam com o "fresco" como dizem ali, quando o sol se põe e o tempo refresca, e vão organizando tudo brincando. Barbies loiras, ruivas e morenas, sentadas lado a lado na escadinha que serve de estande, observam o movimento com seus olhares vidrados enquanto esperam pacientemente que alguma criança menos crescida se deixe seduzir por seus sorrisos de plástico. As donas atuais, Giovanni, 11 anos, e sua prima Maria, 10, aguardam ao lado das bonecas depois de organizarem detalhadamente a disposição e os preços dos produtos.
Consiglia Esposito, mãe de Giovanni, diz que dá trabalho, mas é bom trazer as meninas. Já participaram da feira em outros anos, várias vezes. Têm muita coisa em casa que ganham de presente e já não brincam mais, segundo a mãe.

O mercado é uma oportunidade, entre outras coisas, para as meninas trocarem experiências e entenderem a relação de comércio. As Barbies, paralisadas, não podem reclamar de sua desvalorização. Quando foram para casa delas, valiam de 15 a 20 euros. Agora seriam entregues a preço de pedaço de pizza: dois euros, apenas. Por mais alguns centavos, as clientes ainda podem levar acessórios para a boneca. Mas depois de uma venda meio conturbada, Consiglia chama Maria e lhe diz para prestar mais atenção ao falar com a cliente, pois quase havia entregue toda uma bolsa com pequenas pecinhas por 50 centavos. As duas garotas ficam em silêncio por minutos, sentadas na escada, refletindo. Até que Maria resolve voltar ao posto para a próxima venda, um pouco mais alerta.

Antonio Clovis Gartner, terapeuta familiar e mestre em educação, de Santa Catarina, diz que "o mundo comercial geralmente incentiva o lucro exagerado, portanto, temos que atentar ao bom senso e justiça no valor financeiro." Para o especialista, é importante ressaltar que a criança deve entender que quem vende deve receber o valor justo e quem compra deve ter algumas garantias. Nesse caso, uma feira como a Mercattino dei Bambini ajuda a criança a desenvolver a responsabilidade. O especialista lembra, ainda, outra vantagem de mercados desse estilo. "A venda ou troca de brinquedos traz a possibilidade de mostrar à criança o benefício de se desfazer do que não lhe serve mais", afirma.

Monica, de 11 anos, de fato, trabalhou o desapego no Mercattino. Pela primeira vez na feira, armou sua banca com ajuda da mãe, Arianna Battistini. Logo fez questão de deixar claro: "no seu trabalho você decide. Aqui, sou eu". E ainda completou: "Você só me ajuda a montar, eu faço os preços e vendo”. Ela não foi tão barateira como Giovanni e Maria. Mãe e filha colocaram várias peças de roupas na bancada, conjuntinhos rosa, casaquinhos, coletes, calças jeans. Entre todos, um belo biquíni de bolinha vermelho e branco, de quando ainda tinha uns 6 anos. Em um canto menor, alguns brinquedos e jogos.

Depois de mais de uma hora com o coração apertado a cada criança que mexia nos seus brinquedos, Monica foi chorando até a mãe. Disse que queria ir embora e não venderia mais vender seu mini computador da Hello Kitty. E foi assim que retirou todos os brinquedos da bancada, deixando apenas as roupas. Mais tarde ao perguntar sobre as vendas, ela me disse que tinha vendido o biquíni de bolinhas. "Aquele, tão belo?”, respondi, em provocação. Ela, visivelmente afetada, confirmou. "Não me servia mais..."

Aprenda com eles
Ao redor do mundo, especialmente na Europa, feirinhas como a de Cattolica são bastante comuns. No Brasil, embora sejam raras, há uma que chama a atenção. Acontece uma vez por ano, em Holambra, interior de São Paulo. É o Mercado de Brinquedos Usados, onde crianças e adolescentes entre 5 e 15 anos têm um espaço organizado para negociar carrinhos, bonecas, roupas e até animais de estimação. Há algumas regras - e a principal delas é a de que os pais podem ajudar, mas a responsabilidade pela inscrição e pelas negociações durante a feira é por conta das crianças.

A quarta edição do evento aconteceu no último dia 30 de abril e teve um crescimento considerável em relação ao primeiro ano. Quando começou, há quatro anos, contava com apenas sete estandes. Em 2011 foram cerca de 40! Gostou da ideia? Então, que tal promover uma feira assim, na escola, no condomínio ou na praça perto da sua casa?

Fonte: Site da revista Crescer

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

a superação de Kaio

Kaio vence mais uma etapa

Para quem acompanhou a emocionante história dessa família cearense, que fez muita campanha para arranjar um doador de medula óssea para o Kaio, pode dar um sorriso bem grande. Eu tava na torcida e queria aqui republicar a matéria da boa notícia que li hoje no jornal. Vale a pena ler também o Ponto de Vista do repórter lá no final da matéria. Aí vai...


Exames indicam 100% de produção de células a partir da medula recebida pelo garoto em 23 de julho. Kaio está livre da anemia aplástica, mas precisará de cuidados por, pelo menos, um ano.

 Foto: Arquivo da família



Assim que soube do diagnóstico, a mulher correu para abraçar o filho e dizer algo engasgado há um ano e oito meses. “Você está curado, graças a Deus”, bradou. O rosto de Kamila Cardoso, 33, era só lágrimas de alegria.

Em seguida, abriu um sorriso ao ouvir a resposta de Kaio, 4: “Posso ir pro show do Xand?”. O garoto é fã da banda Aviões do Forró. E, por enquanto, terá de se preocupar apenas em decorar as letras do ídolo. Venceu mais uma etapa do tratamento contra a anemia aplástica.

Na última quarta-feira, 31, exames indicaram 100% das células produzidas pela nova medula óssea do pequeno. Ele foi submetido a um transplante em 23 de julho. O material foi colhido de um alemão. “Tínhamos medo de não dar 100% e a doença voltar. Eu estava no meu limite; cansada de tudo. Agora, o Klecius (marido) diz que fico só sorrindo e chorando; que estou doida (risos). Mas não é isso. É que, com a certeza do meu filho bem, vou em frente”, comenta Kamila.

Na cabeça dos pais, filmes vêm e vão. Os pensamentos remontam o dia da descoberta da doença, o tempo que ficaram enclausurados no hospital até o transplante acontecer, o medo da ronda da morte, o perigo das transfusões...Há também o ressentimento por vetos ao filho. Há um ano, Kaio não vai a festas ou ao colégio.

A vulnerabilidade decorrente da doença obrigava renúncias. E forçará algumas outras até ele ficar totalmente fora de perigo. Rejeições crônicas ou agudas podem surgir até um ano depois do procedimento.

A anemia em si, entretanto, foi vencida. “Precisamos de cuidados com alimentação, sol, higiene, contato com estranhos. O Kaio será tratado como um recém-nascido. Mas isso vamos levar com toda garra”, diz a mãe.
Para Fortaleza, Kamila, Klecius e Kaio só devem voltar em outubro ou novembro. Os 100 dias após a inserção da nova medula são fundamentais para os médicos avaliarem a evolução do garoto e as chances de alguma rejeição ocorrer.

Quando estiverem aqui, colocarão planos em prática. A começar pelas sessões de fisioterapia de Kaio, que não tem o movimento dos membros inferiores depois de sofrer uma paralisia cerebral no parto. Depois, virá a festinha de aniversário. Por fim, o começo de uma nova luta.

Kamila entra de cabeça em campanhas de captação de doadores de medula óssea. Quer reduzir dores como a da família Almeida, que perdeu Abner, 5, mês passado. Ele sofria de leucemia e era amigo de Kaio. O desenhista de baleias ainda não sabe da morte do colega.

Por ora, tenta superar outro trauma. “Ele está indignado porque a Beyoncé (cantora norte-americana) engravidou e não ligou pra ele avisando. A gente brinca, mas, depois de tanto sofrimento, quero é meu filho feliz. E ninguém segura ele”.

 ENTENDA A NOTÍCIA

As células de Kaio são 100% produzidas pela nova medula. Isso significa cura da anemia aplástica, doença que derruba as defesas do organismo a quase zero. Tecnicamente, esse trabalho da nova medula é chamado de “pega”.

PONTO DE VISTA

Certa vez, ouvi de uma jornalista que, enquanto repórter, ela evitava contatos com os personagens de suas matérias para não alterar o curso “normal” da vida. Respeito a colega. Mas discordo. Se é para não modificar, que nem haja o primeiro contato. Se não defendemos dias melhores, que não sejamos repórteres! Nem sempre se consegue fazer algo, claro. Mas daí a abrir mão dessa prerrogativa...Meu respeito também à sabedoria popular. Valiosa, mas outra vítima da regra da exceção. Erra ao disseminar que a única certeza da vida é a morte. E quanto ao estar ao lado de quem a gente gosta sem fazer nada...pelo simples desejo de estar? E os carinhos de pai e mãe? E os assaltos à geladeira em busca de brigadeiro? E as sessões pipoca com os amigos? E as paixões avassaladoras? E os sussurros ao pé do ouvido? E os sorrisos dados logo após se conseguir algo? E a ansiedade pelo resultado da prova? E a vida em si? Tudo isso não é certeza? É. E Kaio tem tudo adiante. E eu, enquanto repórter, fico feliz de ter participado, mesmo que minimamente, do novo capítulo que ele começa a escrever. Contudo, no fim das contas, foi ele quem alterou o curso “normal” da minha vida. A vontade de viver desse garoto e a garra inabalável da mãe dele alertam que, até a tal morte chegar, existem mil horizontes a serem descortinados. Dentro e fora de cada um de nós.

Por Bruno de Castro
Fonte: Jornal O Povo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mãe dá à luz durante coma

Uma história incrível:


Filho de britânica nasceu de parto normal. Mãe estava em coma desde o quinto mês de gestação

Depois de passar meses em coma, uma britânica conseguiu dar à luz de parto normal o seu primeiro filho. Ela estava inconsciente desde o quinto mês de gestação e não se lembra do nascimento de Samuel.

Lisa Boland foi diagnosticada com gripe suína e logo entrou em coma, sendo mantida por aparelhos. Segundo a BBC, o obstetra da futura mãe optou por deixar o bebê mais tempo dentro do útero da mãe – em casos semelhantes, o bebê é retirado por uma cesárea.

Mas, faltando 12 semanas para a data prevista de nascimento, Lisa entrou em trabalho de parto, e os médicos retiraram o bebê com um fórceps, já que a mãe não conseguiria fazer força.

Depois do parto, Samuel ficou cinco meses internado, e sua mãe saiu do coma. Mãe e bebê se recuperaram e voltaram para casa.

Fonte: Site da Revista Pai e Fihos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CineMaterna em Fortaleza

Mamães! É hoje! Quem puder ir... Eu tô muito triste, o trabalho não vai me permitir! Como já foi dito aqui, uma solução para as mães pegarem um cineminha com os bebês.
Matéria do O Povo sobre a sessão de hoje:

CineMaterna celebra três anos com a exibição da comédia Cilada.com

O projeto, voltado especialmente para mamães e seus bebês de até 18 meses, festeja três anos de funcionamento e exibe hoje, às 13h30min, na sala 5 do Multiplex UCI Ribeiro, a comédia dirigida por José Alvarenga Jr.
As amigas Taís Viana, Irene Nagashima e Alexandra Swerts, fundadoras do CineMaterna, têm muito o que comemorar nesses três anos: o projeto - voltado especialmente para mamães e seus bebês de até 18 meses - já recebeu mais de 65 mil pessoas pelo País (sendo 41 mil adultos e 24 mil bebês) em exatas 811 sessões e 275 filmes diferentes (escolhidos pelas próprias mães através do site www.cinematerna.org.br).

Em ritmo de festejos, a associação aterrissa com mais uma sessão especial em Fortaleza hoje (11), às 13h30min, na sala 5 do Multiplex UCI Ribeiro, para a exibição da comédia de José Alvarenga Jr., Cilada.com., estrelada por Bruno Mazzeo.




Em parceria com redes nacionais, o CineMaterna proporciona todo um ambiente agradável para a sessão, com direito a ar condicionado mais suave, som mais baixo, luzes ligeiramente acesas, trocadores dentro da sala e tapete de atividades para os que engatinham. Patrocínio da Natura Mamãe e Bebê.



SERVIÇO



CINEMATERNA EXIBE FILME CILADA.COM
Quando: hoje (11), às 13h30.

Onde: sala 5 do Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi Fortaleza (Shopping Iguatemi: avenida Washington Soares, 85 - bairro Edson Queiroz).
Quanto: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).

Outras informações: www.cinematerna.org.br.

Fonte: Jornal O Povo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê

Ontem foi o Dia Munidial da Amamentação! E essa mãe que aqui escreve trabalhou os dois expedientes e, chegando em casa, ainda teve o terceiro com a Laís e não teve tempo nem de "pisar" por aqui. Mas voltando ao assunto, amamentação, segue uma matéria ótima que saiu hoje no Jornal O Povo sobre o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê que foi lançado pelo Ministério da Saúde. Com ilustrações de Ziraldo, o guia destaca os benefícios do aleitamento materno.

***
No Brasil, apenas 41% dos bebês menores de seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno (Foto: Mauri Melo)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou no Rio de Janeiro a campanha da Semana Mundial de Amamentação. Acompanhado pela atriz Juliana Paes, madrinha da campanha este ano, ele apresentou o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê, cartilha que informa como garantir os direitos das mães e dos recém-nascidos.

Com ilustrações do cartunista Ziraldo, o guia destaca os benefícios do aleitamento materno. Segundo o Ministério da Saúde, amamentar é a forma mais eficaz para a redução da mortalidade infantil, além de proteger a criança de inúmeras doenças. “Desde que engravidei do Pedro, eu queria muito ter parto normal e amamentar. O parto normal não foi possível, mas amamentar eu consegui. O Pedro vai fazer oito meses e adora mamar no peito”, contou Juliana Paes.

A semana da amamentação é comemorada anualmente e este ano será do dia 1º a 7 deste mês. Desde ontem, cartazes e folhetos são distribuídos pelas sociedades de pediatria dos estados e do Distrito Federal, assim como secretarias estaduais e municipais de Saúde. Também foram produzidos filmes para a televisão e Internet, além de um spot para transmissão no rádio.

Atualmente, apenas 41% dos bebês menores de seis meses no Brasil são alimentados exclusivamente com leite materno, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A taxa é semelhante à média mundial, calculada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em menos de 40%. Mas, é bem abaixo do percentual ideal definido pela organização, entre 90% e 100% das crianças nessa faixa etária. “Nós queremos chegar a 80 por cento do aleitamento materno exclusivo. Não fechamos uma meta por ano, mas tem um conjunto de ações porque não depende só do governo, depende das empresas”, afirmou Padilha. De acordo com o ministro, em um ano 10 mil empresas passaram a cumprir a lei que garante licença maternidade até seis meses para incentivar o aleitamento materno. (da Folhapress)

ENTENDA A NOTÍCIA
A novidade da campanha deste ano é o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. A cartilha, que informa os direitos das mães à amamentação, será distribuída a profissionais de saúde e líderes comunitários que terão a função de multiplicar as informações e orientar as mulheres.

SAIBA MAIS


A cartilha, com ilustrações de Ziraldo, será levada prioritariamente às regiões do País com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Para a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, a sociedade brasileira precisa apoiar mais as mães. “Muitas mulheres ainda sofrem preconceito ao amamentar em público.

No Brasil, o índice de crianças de até seis meses que se alimentam exclusivamente de leite materno está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Enquanto o considerado ideal está entre 90% e 100%, no País são apenas 41%.

Entre janeiro e dezembro de 2010, 10.518 empresas se comprometeram a conceder os 60 dias adicionais.

Somente Acre e Maranhão, de acordo com a SBP, ainda não concederam os seis meses às servidoras públicas estaduais.


Fonte: Jornal O Povo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

sem medo de errar

Você está prestes a ler um artigo da jornalista Eliane Brum, publicado na revista Época sobre a educação que os pais dão aos filhos na atualidade.Recebi por e-mail, no mesmo dia, de duas amigas queridas. Muito bom, vale a pena ler até o fim. Vale a pena seguir, sem medo de errar.
Aqui vai, na íntegra:

Meu filho, você não merece nada

 Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.


Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.