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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

os bebês sentem as despedidas

esse post era pra ter sido publicado no Dia dos Pais, mas neste dia eu estava com um problemão em casa, que era a fuga da babá, que tinha resolvido ir embora. Como já disse aqui, com tudo resolvido agora posso postá-lo com nãoseiquantosdias de atraso.

Eu vivi um momento que me impressionou muito, que foi a última despedida da minha irmã, a Cecília, que estava voltando para São Paulo, de mais uma visita à Laís, vale ressaltar que a minha irmã só veio visitar a Laís três vezes, durante alguns dias e semanas, mas que sempre voltou pra São Paulo, onde mora.

Foi assim, eu estava dando a frutinha da Laís, quando a minha irmã teve que descer correndo para ir para o aeroporto. Na hora que ela começou a se despedir, a Laís começou um choro, que não era normal, lágrimas e mais lágrimas escorriam, tive que parar de dar a frutinha e acompanhar a minha irmã até o elevador com ela...e ela não parava. Depois de toda a despedida de todas nós chorando...a Laís chorou de soluçar ainda durante mais ou menos meia hora, até que consegui distraí-la. Foi incrível. E não era fome, nem xixi, nem cocô, nem sono, nada, era ela entendo tudo que tava acontecendo e sentindo nossas angústias de mais uma despedida.

Aí agooooor começa a história do Dia dos Pais, do post, da babá, aquilo tudo que eu falava antes. Vi no programa, muito bom, da Astrid Fontenele, no canal GNT, o Chegadas e Partidas, uma história semelhante à esta que contei agora. Um casal no aeroporto se despedindo, o pai voltando para o Japão, pois trabalha lá e veio aqui só deixar a mulher e o seu bebê de 10 meses, para voltarem a morar no Brasil, ele conta tudo lá no programa e tal.

 Mas o impressionante é que o menininho está todo animado, sem saber porque estava ali, brinca com a Astrid, com o pai, sorrindo o tempo todo. Aí no momento em que o Pai entrega ele à Mãe e diz:
- Estou indo tá? Tchau!
Esse bebê começa um choro, que só assistindo, não dá para descrever. A coisa mais linda e emocionante do mundo. A prova de que os bebês, mesmo sem entender as palavras, entendem o sentimento e tudo que está acontecendo em sua volta. Eu me acabei de chorar assistindo. A música ao fundo também é de matar: Marisa Monte, Grão de Amor.

Quem teve um tempinho para ler esse post até aqui, vai arranjar um tempinho para assistir o programa (abaixo) que eu sei...
Quem não quiser assistir ao programa todo, deixa carregar e assiste no minuto: 09:40







segunda-feira, 8 de agosto de 2011

shimbalaiê para sempre

Queria hoje escrever aqui sobre o efeito da música nos bebês, da barriga até depois de nascidos. Como eu venho de uma família suuuuper musical, a minha gravidez não poderia ter sido diferente.

A única hora que escuto música hoje em dia é no carro então logo depois que soube que estava grávida me muni de CDs com músicas de crianças. Era pra mim e era pra Laís já ir se animando para a festa que ia ser nossas vidas com a chegada dela.

No repertório muito Balão Mágico, Adriana Partipim, Arca de Noé entre outros, a maioria músicas da minha época de criança. Mas tinha uma que quando eu ligava o rádio seeeempre passava e eu não aguentava de abuso da tal música. Era a maldita Shimbalaiê, da Maria Gadu, maldita antes e bendita agora. Vou explicar o porquê.

Sabe aquelas músicas que você escuta uma frase dela e ela passa uma semana na sua cabeça sem parar? Pois é, era a Shimbalaiê comigo, na gravidez. Bastava eu ouvir um XIM, e a Shimbalaiê dominava meus pensamentos o dia todo. Ela ia começar a tocar no rádio, eu já mudava, mas já era, eu já estava shimbalaiêrmente dominada.

Aí, um belo dia, depois do nascimento da Laís, como ela era muuuito escandalosa, eu me peguei um dia, do nada, colocando minha neném pra dormir, cantando SHIMBALAIÊ. Foi um momento mágico! É sério! Ela parou de chorar e dormiu e eu, claro, fiquei o resto da noite cantarolando a maldita, que já estava se tornando bendita.

Em outros momentos a música foi usada como teste e sempre dava certo. Incrível! Era eu, a babá, o marido, as tias estávamos todos dominados e usando do artifício shimbalaiêsco para acalmar a "apurrinhadinha".

Hoje, a bendita canção, toca muitas vezes nas nossas vidas e é bem-vinda sempre. A música é linda, a melodia é linda, sou apaixonada por ela. E a Laís também. Para testar, é só falar a palavra mágica, que ela já abre um sorriso lindo.

Shimbalaiê é nossa trilha sonora, uma das! Taí a famosa.




Gravidinhas, coloquem muita música na vida dos seus bebês, desde já. Eles gostam muito e se acalmam. Eu tive a prova de que eles também reconhecem as músicas que ouviram na barriga. Parece que faz lembrar aquele quentinho lá de dentro.

Viva a Maria Gadu!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

7 meses do lado esquerdo do peito

Setes meses completos, mesmo já fazendo essa distância de tempo que a Laís saiu da barriga, fiquei feliz de saber (pela revista Crescer) que ela ainda se lembra de como era gostoso e calmo dentro da minha barriga.

O bebê de 7 a 8 meses ainda se acalma ao ficar do lado esquerdo do colo da mãe, ouvindo seus batimentos cardíacos, o som que escutava no útero.

A Laís fez 7 meses e:
já fica sentada
já tenta engatinhar, tá quase lá.
dorme menos durante o dia
come frutinhas, sopinhas e vitaminas
sabe o próprio nome e gosta de ouvi-lo, sempre sorri
quer mexer em tudo
adora o controle da TV
só quer a mãe
balbucia e grita sem parar
e fica cada dia mais linda!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"mama"

Nem eu mesma consegui acreditar no que vi hoje...
A minha neném já vinha balbuciando sílabas desde os cinco meses. Depois quando chorava, já produzia um “mmmm mmmm”.
Eu pensava: 'será que já é mamãe?'.
Mas não me precipite, até porque todos iam dizer que era exagero de mãe coruja. Até meu marido começou a se conformar, que a ela ia falar mamãe antes de papai.

Hoje ela sentada no sofá toda feliz do lado da babá disse:
“mama!”
E esticou os braços em minha direção querendo colinho.
Foi de derreter o coração...

Em outro momento quero escrever um post com calma sobre esse amor de mãe, esse amor que nasce. Porque pra mim ele só aparece depois com o tempo e não quando só uma ervilha habita a nossa barriga.
Maaas, sem entrar em polêmicas, esse sim foi um dos momentos mais lindos que vivi depois do nascimento da minha neném. Um dos. Porque pra mim esse amor que nasce e cresce dentro de mim vai passando por fases lindas.

Acho que a fase da interação é essencial pro amor desembestar a crescer. Sei que algumas pessoas vão me achar louca de dizer isso ou entender que eu não amava minha filha.
E é mais ou menos isso mesmo...na barriga e quando ela nasceu era um sentimento esquisito, era um excesso de cuidados, uma super proteção por uma pessoa que ia depender de mim por anos e anos. Uma coisa forte confesso, mas não acho que já era amor. O que veio na minha cabeça quando botaram minha neném em cima de mim depois do parto foi:
Eu vou cuidar muito de você...e vou te amar muito ainda.
A gente cuida, vira leoa. Quer ficar perto, protege, quer fazer tudo, mas ainda não é amor.

Agora sim, é amor, tenho certeza. Vem de mim e vem dela. A gente se ama muito.